E as amiguinhas?

amiguinhas

Oi, gente! Tudo bem?

Quantos amigos você tem? Amigos de verdade, daqueles que se você precisar, sei lá, de uma transfusão de sangue, ele será o primeiro na fila de doação. Daqueles que se tornariam doadores de medula, caso houvesse compatibilidade. Daqueles que atenderiam seu telefonema de madrugada porque você não está bem e precisa conversar. Quantos amigos você tem?

Em julho do ano passado entrei numa espécie de crise existencial e comecei a fazer um balanço sobre a minha vida. Parecia que sempre faltava alguma coisa, então comecei analisar o que poderia ser para, se estivesse ao meu alcance, consertar. Problemas na família; embora não dependesse unicamente de mim, não tinha um emprego; e amigos… Onde eles estavam? E então percebi o que estava me fazendo falta, e fiquei muito mal por isso.

Quando eu comecei meu namoro – 2010 – ouvi de muitas pessoas que eu mudaria, que deixaria de me importar com as pessoas e que viveria grudada em meu namorado. Eu não fiz isso. Pelo contrário, de tanto que me encheram a cabeça com as minhas “possíveis mudanças”, fiquei um tanto neurótica e me apaguei ainda mais em todos aqueles que eu considerava amigos e também em quem apareceu depois – essa parte foi a pior.

Resumindo, quebrei a cara. Me doei muito para todo mundo e quando procurei alguém que tenha se doado para mim, não encontrei ninguém. Ofereci amizade e recebi coleguismo. Não estou cobrando, afinal, quando dizemos “eu sou seu amigo e você pode contar comigo” não devemos esperar nada em troca. Sei disso. Mas inconscientemente, nós esperamos. No meu caso, quando procurei alguém para conversar, não encontrei ninguém. Me vi sozinha no meio de um monte de coisa.

Preciso confessar que sou um tanto – ou muito? – autossuficiente. “Ei, você pode contar comigo sempre. Estarei sempre aqui pra te ajudar” – é o que eu sempre disse para os meus amigos. Mas quando se trata dos meus problemas, eu não preciso da ajuda de ninguém, afinal, eu sou forte o bastante para lidar com eles sozinha, pois são meus problemas. Na minha cabeça as coisas funcionam dessa forma; é uma droga, Mas não dá pra carregar o mundo sozinha, então quando eu tentava me abrir com alguém, a atenção que me davam era tão superficial que ficava fácil notar a ânsia da pessoa em mudar de assunto para falar de seus próprios problemas. Então eu me fechei ainda mais.

Em determinado momento, comecei a analisar o grau de amizade que tinha com cada uma das pessoas que considerava amigas. Existia liberdade e intimidade para conversar? Eu me sentia confortável em falar sobre mim, mesmo com o meu problema em me abrir? Quando me perguntavam se eu estava bem, eu dizia a verdade? A resposta é “não” para todas as perguntas. Sei que você deve estar pensando: “então o problema está em você, Yasmin, já que é tão autossuficiente’”. Eu pensei a mesma coisa por muito tempo. Mas lembrei de todas as vezes em que ofereci a minha amizade e toda a superficialidade que recebi em troca. Então percebi que o problema não estava em mim.

Resolvi me afastar.

Sem falar com ninguém. Eu só me afastei. Confesso que tenho um certo medo em enfrentar tudo aquilo que me incomoda, então eu tendo a fugir. E foi isso o que eu fiz, fugi. Sofri absurdamente. Tive crises de choro. Senti falta. Quis ir atrás. Me culpei. Sofri a ponto de afetar minha saúde (gastrite nervosa e enxaqueca). Mas hoje, um ano depois, vejo que não foi de todo ruim, porque as pessoas que eu considerava minhas amigas não vieram atrás de mim pra saber o que tinha acontecido. Elas só me deixaram ir. E sou grata por isso.

            Quando estava analisando minhas amizades, me afastei até das pessoas que eu sabia que se importavam comigo – e elas não ficaram felizes com isso. Mas eu precisava, sabe? E valeu a pena.

Então, eu te pergunto: quantos amigos você tem? Durante esse um ano, essa é uma pergunta que sempre me faço. E concluí que, amigos de verdade, posso contar nos dedos de uma mão. E isso é incrível! Sabe por quê? Aprendi a ter amor próprio e reconhecer e valorizar aquilo que tenho a oferecer aos meus amigos. Amigos de verdade.

O que estou propondo é que você reveja seus conceitos sobre a amizade, sobre o amor.  Inconscientemente, sempre esperamos algo em troca dentro de todo e qualquer relacionamento. É algo natural. E eu sempre esperei essa troca. Mas só isso: esperar. Não tive o que oferecia e, quando percebia, aqueles “amigos” faziam novos amigos e eu era deixada de lado. Demorei pra aprender com isso.

No começo é bem difícil, mas depois de um tempinho, você sente um alívio enorme por ter se afastado de algumas pessoas, e o laço com outras, aqueles amigos de verdade, são reforçados; ficam mais fortes e é aí que você passa a realmente considerá-los parte da sua família. Alguém que você não cosegue se imaginar sem. Os amigos que permaneceram são meus irmãos de alma.

Ah, e nunca se esqueça que sempre, SEMPRE, aparecerão amizades novas. Confesso que depois da minha decepção tenho um certo receio de amizades novas, mas conheci pessoas tão legais na faculdade que… Não sei. Quem sabe um dia eu não os chame de amigos? Existe uma troca, eu só preciso baixar um pouco a guarda. Talvez dizer que eles são meus amigos não demore muito para acontecer. E mal posso esperar por isso, mas, tudo no seu tempo, não é?

Até o próximo sábado. 😉

Um beijo!  ;*

yasmin1

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3 comentários sobre “E as amiguinhas?

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